sábado, 2 de agosto de 2014

Grau de Dificuldade

Não me venha chorar as pitangas,
Sem nem me perguntar como estou
Um vago tudo bem
Olhares penosos e investigações sem fim
Suposições e julgamentos sem sentido

Necessito de presença real
De conforto, ombros e ouvidos
Companhias e incentivos mudos
Aqueles que sempre estiveram aqui
De coração e alma

Se é difícil para você,
Imagina para mim...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Aquela que não deve ser citada

Tenho pensado nela
Você sabe quem
Naquela que tirou ela de mim

Porque ela chegou assim?
Qual borboleta no Japão que causou tal terremoto?
O que eu poderia ter feito para merecer isso?

Ainda bem que eu acordei cedo naquele sábado
Tiramos uma foto
Maldita lava-pé, carros e nervos.

Porque eu não esperei o ano novo?
Se eu tivesse colocado o sapato teria sido diferente?
Já que é essa a minha sina, o que vem depois?

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Herança

Papéis
Pânico 
Penico


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ingenuidade

E se eu te abraçar com força, o seu coração volta a bater?

Uma das grandes ingenuidades daquela noite
Daqueles dias
De hoje

Que voltam a regurgitar
As lágrimas, palavras e dores 
Profundas

Desta e de outras vidas
A arrumar em solidão

terça-feira, 3 de junho de 2014

I never dreamed you'd leave in summer



I never dreamed you'd leave in summer
I thought you would go then come back home
I thought the cold would leave by summer
But my quiet nights will be spent alone

You said there would be warm love in springtime
That was when you started to be cold
I never dreamed you'd leave in summer
But now I find myself all alone

You said then you'd be the life in autumn
Said you'd be the one to see the way
I never dreamed you'd leave in summer
But now I find my love has gone away

Why didn't you stay?

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Dia das Mães

"Meu par de vasos". Somos nós. Que hoje estamos aqui para transformar em arte, os sentimentos, as dores, a ausência e a saudade. Eu que, criada no palco, segui outro caminho. Ela que fez do palco a sua morada e segue o seu caminho. 

Pela primeira vez juntas neste espaço, em tributo à aquela que sempre esteve na platéia de toda a nossa vida. Vibrando com as primeiras palavras, torcendo com cada primeiro passo, apoiando conquista por conquista, fotografando todos os momentos que hoje, recordamos e revivemos com carinho e gratidão.

Ela que nos ensinou a ser doce e forte, persistente e fiel, corajosas e alegres.
Que nos deixou livre para experimentar a vida e ensinou que essa mesma arte, é intrínseca à ela e um exercício constante. E o palco então, tão natural...

Nossa mãe, que deixou marcas em tantos lugares que passou e tocou a vida de tantas pessoas, muitas delas aqui neste fim de tarde, neste por do sol. Nossa mãe, que também nos encheu de orgulho, na medida em que tomamos consciência do quanto é querida e quantas sementes de felicidade que espalhou por aí, para brotar, crescer e florescer. 

E nós - Melissa e Thaís, as sementes do ventre - que agora fazemos o Tributo à Sandra diariamente e não apenas no Dia das Mães.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Sãos

E ela que queria ser
Movimento, pés e mãos
Fincou os membros no chão
Sentiu dores 
Sonhos vãos
Desilusão

Liberdade
Pra ela, pra nós
Criou a artista final
Asas e voos
Ilusão

Senta hoje no banco
À uma janela de distância
Dos sonhos
Das dúvidas
Compreensão