segunda-feira, 13 de julho de 2009

Hipocrisia

Polidoro,

Porquê a hipocrisia anda dominando o mundo se todos, um dia ou outro, a criticam?
Porquê existem tantos pesos para quantas medidas convenham a certas pessoas?
E porquê os hipócritas não conseguem reconhecer a sua própria falha?
Serão os hipócritas hipócritas inclusive com a sua hipocrisia?

Deveria eu também reconhecer a hipocrisia da minhas filosofias e cartas, amigo (são elas realmente hipócritas)?

domingo, 5 de julho de 2009

Contos de fadas e bonecas

Na caixa,
fazem os olhos brilharem.
Fora dela,
a imaginação cria asas.
O tempo,
(a bruxa dessa história)
as deixa de lado.
Mas pssiu:
Só se você quiser, Polidoro!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Nasce uma lenda ou morre um mito?

Polidoro,

Alguns o viam como ícone.
Outros como memórias.
Vários viram ele dançar.
Todos ouvimos.
Gostamos.
Pessoas acreditaram.
Pessoas duvidaram.
As últimas lembranças são desamparadas, solitárias.
Hoje é lembrado com carinho, que não sabia que tinha, de todo o mundo e de todo o coração.

A tristeza cruza o nosso caminho, até por aquilo que nos é distante, mesmo sem saber, não é mesmo? A felicidade simples, pura e plena, vem em ondas e em momentos, em que reconhecemos o nosso valor diante a nós mesmos.

Viva a felicidade e a triteza da vida!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

[Grito!]

Ninguém ouve,
não há reação,
sem estardalhaço,
mudo, interno.


Poderá você me ouvir, Polidoro?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Dor de quê?

Se acordo, dor de frio.
Se levanto, dor no corpo.
Se estudo, dor de cabeça.
Se exercito, dor de fome.
Se penso, dor de existir.

Se faço, dor da responsabilidade.
Se não faço, dor na consciência.
Se lembro, dor de saudade.
Se não lembro, dor de esquecimento.
Se vou-me, dor de incerteza.
Se fico, dor de inércia.

Se adormeço, recomeço.

E o que lhe dói Polidoro?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ler ou não ler?

Caríssimo Polidoro,

o que os olhos não vêem o coração não sente, não é verdade?
Mas me pergunto se não se sente também o que não lê...
Pois nenhum daqueles 40 pares de olhos não deixaram de ver.
Quantos mais terão que não ler para alguém ver?

E é este o nosso futuro?

quarta-feira, 13 de maio de 2009

A fuga e a falta

Polidoro,

Em dias como estes ele faz muita falta.
Mas como posso culpá-lo de fazer aquilo que anseio dia após dia?
Não devemos ter remorso, pois nada acontece por falta de amor. Amor sempre há muito!
Se falta alguma coisa, tendo a esperar cegamente que a fuga nos traga algo.
No fundo, não sabemos o nosso lugar...

Talvez esse não fosse o dele. Talvez nem o meu.

Procure em paz, amigo!